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Mercado de trabalho abre expectativas para as “profissões verdes”

As chamadas profissões verdes ou ecologicamente corretas já alcançam um índice nacional de 2,9 milhões de pessoas. A previsão é ainda mais animadora. Espera-se que até 2030, cerca de 25 milhões de vagas sejam oferecidas a esses profissionais. Os dados são da OIT (Organização Internacional do Trabalho).
Para os que gostam de meio ambiente e de assuntos ligados à preservação ambiental e planejamento de políticas de orientação e educação ambiental, a dica é ir se preparando por meio dos cursos universitários e das especializações, como pós-graduações e MBA em gestão ambiental.
A perspectiva é tão positiva que, segundo um estudo feito pelo CIEE (Centro de Integração Empresa Escola), no ano passado, foram abertas 2 mil vagas de estágio na área ambiental, e a previsão para 2012 é de que essas oportunidades aumentem ainda mais.
Ainda segundo a OIT, as oportunidades de trabalho no mercado verde abrangem várias áreas que têm alguma ligação com o assunto. Trabalhos com saneamento, produção de energia renovável, que envolve a produção de cana-de-açúcar e hidroelétricas, gestão de resíduos urbanos ou industriais, transporte e logísticas são visados pelo mercado.

Sociedade e
Sustentabilidade
Para a bióloga Lorena Sério de Quadros, coordenadora de educação ambiental do município de Capivari, é necessário incentivar o crescimento econômico de maneira consciente, onde se priorizam a qualidade de vida das pessoas em relação ao meio ambiente, sempre pensando em reduzir as matérias-primas, incentivando sempre a reciclagem e a reutilização.
“A sustentabilidade nada mais é do que uma conciliação entre a sociedade, crescimento econômico e preservação ambiental. Preservar é sinônimo de sustentabilidade”, fala a educadora.
O Diretor de Meio Ambiente de Capivari, o engenheiro ambiental Caio Kerches de Oliveira, define a sustentabilidade como um tripé econômico, social e ambiental. Para ele, quando existe esse tripé, há sustentabilidade. “O engenheiro ambiental, por exemplo, tenta comandar uma indústria ou um setor público, ora prestando consultoria própria, privada, de forma que quem o contratou faça o desenvolvimento econômico, social, sem fazer a degradação ambiental da área a ser trabalhada”, explica o diretor.
O engenheiro afirma que não existe apenas uma pessoa atuando na área e há sempre uma equipe trabalhando pela sustentabilidade. Caio conta que sempre observa em jornais e revistas, onde a maioria das propagandas vincula a empresa com o desenvolvimento sustentável. “É o marketing verde”, fala.
Antonio César Rosamilla, engenheiro-agrônomo, Mestre em Ciências Biológicas, que também atua na área de meio ambiente em Capivari e está há 4 anos na Secretaria de Planejamento do Município, acredita que o mercado crescente para as profissões verdes é o resultado ou o reflexo dos anseios da sociedade em geral. Para ele há uma crescente preocupação em todas as classes sociais com as questões ambientais.

Requisitos para o
ingresso nas
carreiras verdes
O engenheiro agrônomo, Antonio César Rosamilla explica que para ingressar e, principalmente, se manter numa carreira ligada diretamente às questões ambientais, o indivíduo precisa, antes de tudo, encará-la como um sacerdócio, ou seja, precisa estar disposto a combater conceitos ultrapassados e que, na maioria das vezes, estão extremamente enraizados na sociedade.
Segundo Rosamilla, o profissional ligado ao meio ambiente, precisa, necessariamente gostar de legislação. O Brasil possui um conjunto de leis que normatizam as questões ambientais e que precisam ser conhecidas pelo profissional de meio ambiente. “Um dos exemplos mais atuais dessa legislação é o Código Florestal. Ele vem sendo muito citado na mídia desde o ano passado. Suas alterações geram discussões acirradas entre as bancadas ruralista e ambientalista no Congresso Nacional”, comenta.
De acordo com o engenheiro, existe a formação técnica, indispensável para o atuante na área ambiental. “Eu acho importante o profissional de meio ambiente ter uma formação acadêmica o mais eclética possível, visto que para se compreender as diversas nuances ambientais precisa-se compreender uma dinâmica que envolve diversas áreas, desde ecologia, biologia, pedologia, geologia, hidrologia, até a economia e legislação ambiental”, completa.

Jornal O Semanário

Esta notícia foi publicada por um dos redatores do jornal O Semanário, não significa que foi escrita por um deles, em alguns dos casos, foi apenas editada.

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