Denizart Fonseca

Opinião II

Denizart Fonseca

Com o devido respeito à oposta, usando do direito concedido a todo cidadão, traduzindo a nossa condição e sentimento de cristão (todo aquele que segue ou ao menos tenta entender e seguir os ensinamentos e exemplos legados por Jesus O Cristo), com modéstia, humildade e sinceridade, estamos passando, sucintamente, nossa opinião sobre o nascimento (encarne), a vida e desencarne (morte) do Divino Mestre. Considerando os ensinamentos recebidos em nossa família, somados às leituras educativas em obras de Allan Kardec, o encarne de Jesus no planeta Terra foi programado, organizado e executado pelo Plano Cósmico, a bem do progresso e evolução espiritual da humanidade. Esse Iluminado Espírito, que na Terra foi batizado com o nome de Jesus de Nazaré, que foi, é, e será, com gratidão, carinhosa e respeitosamente lembrado ad eternun, aceitou a Sublime Missão, tendo como Seus assessores: Maria e José, Seus Pais, os três Reis Magos, os doze pescadores como Apóstolos, sendo dado a Judas um papel de destaque.
Vieram depois o ladrão Barrabás, a multidão enfurecida, Pôncio Pilatos (que não ouvindo a advertência de sua esposa, de não condenar um inocente) “lavou as mãos”, não assumindo a responsabilidade da injustiça que estava praticando. Os soldados romanos que o martirizaram e Cirineu, que tentou aliviar o peso e auxiliá-lo a carregar e transportar o pesado madeiro até o Calvário, onde seria crucificado, entre dois ladrões. As chocantes, terríveis e estarrecedoras cenas de então, sendo atualmente, simbolicamente repetidas, e reapresentadas em teatros e praças públicas, presenciadas e até aplaudidas por dezenas de pessoas que na hora do julgamento, imitam as daquele tempo gritando:-“ Crucifiquem Jesus! Soltem Barrabás!”. Isso tudo, em nossa opinião, é um modo inadequado e agressivo de recordar e agradecer (?) pelo sangue derramado por Aquele que resignadamente, aceitou submeter-se a inqualificáveis tormentos para nos indicar o caminho do Bem para nossa salvação, e explicar por palavras e exemplos, que somente o amor fraterno constrói, nos aproximando do Pai Celestial. Tomando por base um dos Seus múltiplos ensinamentos, lembremo-nos o dito pelo Divino Mestre:- “Amai a Deus sobre todas as coisas e ao vosso semelhante como a vós mesmos”. Mas, por ventura todos os que se dizem cristãos o entenderam e praticam seus ensinamentos, bem como as sábias palavras da Oração Matinal – Pai Nosso – quando atendeu ao pedido de um dos Apóstolos:-“ Mestre, ensina-nos a rezar”? Porventura, todos os que se dizem cristãos o entenderam e praticam?
Necessário se faz que, em momentos de reflexão, em rigorosa autocrítica, analisemos se os nossos pensamentos, atitudes e condutas são condizentes com os ensinamentos de Jesus e, na hipótese negativa, rogando perdão pelas falhas conscientes ou inconscientemente cometidas, nos corrigirmos e nelas não persistindo.
Dotados por nosso Criador de inteligência, demais dons físicos e intelectuais, dando-nos condições e oportunidades para sermos bem sucedidos nos empreendimentos e, felizes por bem administrar nossa vida terrena No entanto não devemos olvidar que a vida continua, pois embora o corpo físico, após cumprir sua missão pereça, o Espírito prossegue no Plano Invisível, em sua caminhada evolutiva em direção à Luz Maior.
Fica assim a nossa opinião no sentido de que sejam abolidas essas encenações, que além de tudo, podem ter conseqüências funestas como o ocorrido com um jovem, que ao interpretar Judas arrependido, se enforcando, agora se encontra hospitalizado, sendo seu estado de saúde grave.
Refletindo amor, carinho e gratidão pelo que fez, faz e fará, visualizemos Jesus nos fitando complacentemente, abençoando e auxiliando, jamais ensanguentado, demonstrando em lágrimas, sofrimento e dor.

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