Leondenis Vendramim

Papel do pai na família

Um dos grandes motivos de haver nação com cadeias superlotadas e jovens na idade escolar fora das escolas é a desarmonia familiar.

O mundo enlouqueceu, é uma Ferrari em alta velocidade sem freios. Os compromissos absorvem o tempo dos pais que desejam acumular imóveis e carros.

Lar sem afeto, pais ausentes quer devido ao trabalho, aos vícios, por contendas em casa, ou mesmo, pela avidez ao dinheiro não lhes permite oportunidade para relacionarem-se com os filhos, tornam-se exaustos e não conseguem socializarem-se dentro de casa.

Alguns imaginam que trazendo os víveres, o conforto e o luxo prendem o coração dos filhos. Estão redondamente enganados. Os filhos procurarão entre os amigos da rua, o companheirismo e o bate-papo.

Muitas famílias até conseguem tempo para a reunião de família, porém são absorvidos pela TV e pelos celulares; e a comunicação com companhias inescrupulosas prevalecem à da família.

Quando o desastre acontece, os genitores surpresos abrem os olhos tarde demais. Sirvam estas admoestações para salvar nossas crianças hoje, se é que a tragédia ainda não bateu à porta. Deus nos livre disto!

O pai é, aos olhos dos meninos, o herói real, é o sabe-tudo das filhas, o companheiro sempre disposto a jogar bola com eles, a construir uma casinha para as meninas, levar a família a um passeio, priorizando o sabor deles, é a figura pacificadora e cuidadora deles.

Ele precisa ser uma pessoa de confiança, quem ensina seu bebê a andar, quando apropriado ensinar a pedalar a bicicleta, persistindo mesmo com as quedas, afagando seus ferimentos. É muito importante, é o esteio e o protetor máster central ao redor do qual estão os demais que se alegram com sua chegada. É como uma colmeia para as abelhas, todos os filhos e esposa o amam e são atraídos a ele.

Aquele que constitui uma família jamais deve negligenciar seu primeiro dever, seja qual for sua profissão, deve se abdicar da satisfação e interesses pessoais em favor dela.

Um passeio pela natureza com os filhos, mostrando-lhes os pássaros, as borboletas, explicando-lhes a utilidade dos bichinhos e do amor de Deus ao cuidar deles, fortalece a união entre eles e revigora o intelecto.

Assim como Jesus apontou aos discípulos o lírio e os pássaros, assim devem os pais mostrar o amor de Deus para com a natureza. Mt. 6:25-31) Pela lição viva compreenderão que assim como Deus cuida desses seres tão pequeninos, cuidará deles com mais desvelo.

A prioridade não é acumular bens. Feliz o pai que tem um abrigo com relativo conforto, sustento e uma família feliz, educada para o trabalho e confiante em Deus. Nenhuma tarefa, ou profissão é de tão grande importância que o leve a sobrepô-la à missão de adestrar os filhos para a prestatividade.

O mundo é conturbado, cheio de provações e contrariedades, porém os pais não devem levar para casa nenhuma palavra de desencorajamento. Nesse ninho de amor as trevas não devem entrar. Isto não impede que se aconselhe com a esposa, se necessário.

Os pais devem ser sempre amorosos, bons e afetuosos com seus filhos, sem ser condescendentes demais com seus erros, os pequeninos devem aprender a suportar seus desapontamentos e a resolver suas pequenas contendas com os coleguinhas.

Entre outros, papéis dos pais, há de aliviar o trabalho da mãe, ajudá-la, na medida da possibilidade, nas tarefas e incentivar as crianças a auxiliar a lavar as louças, fazer um almoço e enaltecê-la diante dos seus descendentes.

O pai que é carinhoso com a esposa, que a agradece pelo almoço, exalta o seu trabalho, pede licença, ou desculpas quando necessário perto dos filhos estimula-os a seguir seu exemplo. Torna-se mais amado e respeitado.

Há alguns que pensam que assim procedendo perde a autoridade e se rebaixa, mas é isto que Deus vê como verdadeiro comportamento e cortesia. Agindo assim refina o caráter. Assim como quereis que vos façam, façais vós também (Mat.7:12); como o marido deseja ser considerado, considere sua companheira.

A esposa tem poderes, direitos e deveres iguais aos do marido; a ela devem-se as mesmas considerações, o mesmo trato com refinamento e cortesia.

Deus nos ensina a amar o próximo, e não existe alguém mais próximo do que a família, quem não ama os seus como amará os outros? E se não ama aos seus que vê, como amará a Deus a quem não vê (1 Jo. 4:20)? Pais amem sua família, como ao seu próprio corpo, pois são seu sangue e sua carne e os problemas serão solucionados com mais facilidade. Deus os bendiga nessa nobre missão.

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