Leondenis Vendramim

Um ano de mudanças e bênçãos

Puxa! O tempo passou, nem vi! A folhinha mudou, eu nem percebi, passou mais um ano! O tempo é um sopro; uma fagulha de brasa levada pelo vento! Os “setentões” ou octogenários, lembram-se dos seus dezoito aninhos? Foi ontem mesmo! Mas foi. Para consolo, dizem que a melhor idade é a velhice. Uma ova! Essa é a melhor idade para enriquecer os médicos, principalmente os geriatras, farmácias, hospitais e encher a paciência dos outros com as rabugices. Ah, sim! É bom para ter preferência nas filas bancárias. Mas, apesar de tudo, é bom estar na velhice, porque é sinal que não morreu, além do que, os jovens estão morrendo em número crescente devido à sua idiotice de entrar para o mundo das drogas e marginalidade. Agradeça a Deus por ser velho, é parte do plano. Já disse o sábio Salomão: “é melhor o cão vivo do que um leão morto”. (Ecl. 9:4) melhor é ser velho e vivo do que jovem insensato. Os outros que nos aguentem!

O ano 2021 nem envelheceu, morreu novo, e o ano novo 2022 já se apresentou. Contudo, antes de tudo, devemos nos perguntar: Qual foi a minha história, neste ano que passou para a eternidade? Que relatório os anjos fizeram deste meu tempo passado? É de suprema importância que demos tempo para uma introspecção tão séria e criteriosa como a que se apresenta. Ela pode ser o ponto de esclarecimento para o rumo a tomar no novo tempo que Deus está nos concedendo. Deem-se prioridade às coisas urgentes e duradouras, dediquem-se mais a falar com Deus, a unir e amar os familiares e ajudar os semelhantes, ainda que seja com uma palavra de estímulo. Não duvide, logo, logo, Ele pedirá contas do que se tem feito do tempo.

Esta é a ocasião para corrigirem-se os desacertos que puderem, endireitar as veredas tortuosas, confessarem os erros uns aos outros, principalmente aos familiares. Buscar forças de Deus para ser melhor pai, mãe ou filho, mais bondoso e amoroso. Devem ser removidas toda mágoa, ira, amargura e malícia. A paciência, a bondade, a gentileza, enfim, o amor deve se apossar da família, a começar dos pais. Iniciem bem o ano, sendo felizes e promovendo a felicidade do seu cônjuge, filhos e vizinhos e Jesus Cristo terá prazer em ser um hóspede no seu lar.

Estes conselhos são utilissimos para a felicidade pessoal e inundará o lar com a mesma ventura: a escritora Ellen G. White recomenda a todos cultivar a graça e o modelo do caráter de Cristo. Não tenhamos, diz Paulo, qualquer raiz de amargura contaminando a outros. (Hb 12:15) Desfaça-se da ira, das palavras grosseiras, da paixão, da avareza. Como escolhido por Deus revista-se de amor, de bondade, humildade, paciência, mansidão, e perdoem-se uns aos outros, assim como Cristo os perdoa e a paz de Deus dominará no seu lar. (Col. 3:5-15)

A palavra Janeiro vem de Janus, deus pagão romano, que tinha duas faces: uma olhando para o passado e outra para o futuro dominava os tempos, as decisões e as mudanças. (Há moedas e joias homenageando-o, ainda hoje, com uma embarcação de um lado e as duas faces do outro). Este é um dos motivos pelo qual se faz promessas de mudar os hábitos nesse mês. Talvez sejam oportunas as decisões de abolir os maus traços de caráter e ser pai mais presente e carinhoso, mãe mais amorosa e previdente, ou filho mais obediente e tornarem a família mais feliz neste ano.

Comecem o ano com total renúncia do próprio eu e peçam ao Deus que é real e os ama discernimento para que em todas as ocasiões e em todos os lugares sejam exemplos de conduta, no trabalho, entre amigos, e principalmente entre os familiares.

Necessitam-se de homens e mulheres fidedignos, firmes na educação dos filhos, honestos no trabalho, seja patrão, executivo ou funcionário, honestos na política. Não sejam como aqueles que, como diz Ruy Barbosa: ao se acostumarem com a prática da nulidade e da maldade o homem chega a desanimar-se da virtude, a rir-se da honra e a ter vergonha de ser honesto. O homem precisa ser impoluto como o lírio no meio da lama, então os filhos seguirão o exemplo e a família será uma bênção para os demais.

A mudança radical é jornada difícil; ninguém consegue fazer uma caminhada de 3 km a não ser um passo de cada vez; não se consegue fazer 30 flexões se não fizer duas no primeiro dia e progredir diligentemente, ou deixar os vícios de fumar, beber sem renunciar constantemente os maus desejos e até abdicar-se das más companhias. Não se consegue mudar o palavreado chulo, a maldade e irascividade em bondade e mansidão sem praticar pertinazmente as novas atitudes impolutas.

Tornemos nosso lar mais feliz, lugar de refúgio e harmonioso, de tranquilidade e repouso, onde seja sentida a presença de Jesus e todos gostem de estar.

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