Leondenis Vendramim

A profecia de Daniel II confirmada

A profecia de Daniel 2 (sobre a estátua) foi transmitida três vezes a Daniel (7, 8 e 11) com acréscimos de símbolos confirmando sua veracidade, importância e urgência.

No ano 1 do rei Belsazar, Daniel sonhou e teve uma visão da história do mundo e ao acordar escreveu: vi quatro ventos agitando o Grande Mar do qual subiram quatro animais grandes e diferentes. O primeiro, como um leão com asas arrancadas, posto em pé como homem e com coração de homem. (Dn. 7:1-3) Daniel relatou, no capítulo 2, o resumo da história desde os seus dias até à volta de Jesus. Os ventos, aqui, simbolizam guerras (Jer. 49:35-39) entre os reinos (Dan. 7:17) representados pelo mar. (Ap. 17:15)

Dessas guerras surgiu o leão com asas de águia, caracterizando a Babilônia de Nabucodonosor. Nas guerras seus guerreiros usavam a pintura do deus Marduque como leão alado. (S.D.A.B.C. Vol. 4, p. 820) No capítulo 2 Babilônia é a cabeça de ouro da estátua, o reino mais rico e esplendoroso dos quatro.

O segundo reino, o urso com 3 costelas na boca, formado pelas Média e Pérsia, levantou primeiro um lado (Média). Devorou três animais (Lídia, Babilônia e Egito). Na estátua, são peito e braços de prata. No capítulo 8, é simbolizado pelo carneiro com 2 chifres – o chifre mais alto levantou-se por último (Pérsia) que dominou a Média e todo o império.

O terceiro reino, Grécia, que na estátua (Dn.2:32) é representado pelo ventre de bronze, no capítulo 7 é o leopardo com quatro asas de águia e quatro cabeças. (Dan 7:6) O leopardo, animal voraz, conhecido pela sua velocidade e agilidade, representa os gregos sob a liderança de Alexandre, o Grande, que subjugou o mundo, de então, em apenas 12 anos. Pensando nas dificuldades, barreiras como montanhas, mares e rios, transporte moroso com elefantes e camelos, foi muito rápido. A história revela que, com a morte do ainda jovem Alexandre (32 anos), o império heleno dividiu-se em quatro outros reinos.

No capítulo 8, a Grécia é o bode peludo, com um chifre notável, que vinha voando, sem tocar o chão, pisou e matou o carneiro de dois chifres (Média e Pérsia – Dan. 8:20 ), pois, ninguém podia livrá-lo de suas garras. O chifre grande, notável, é símbolo de Alexandre, o Grande. (Dn. 8:5-8) Porém, esse chifre foi quebrado e dele surgiram quatro outros chifres, quatro reis: Ptolomeu, Seleuco, Lisímaco e Cassandro. Estes não seriam tão poderosos quanto o seu antecessor, Alexandre. (Dn. 8:20-22)

Como esses reinos não eram muito fortes apareceu o quarto império, Roma. Em Dan. 2 é representado pelos pés e pernas de ferro, dedos de ferro e barro, indicando sua subdivisão. (Dn 2:40-41) No capítulo 7:7, é representado pelo animal terrível com 10 chifres (divisão), dentes e garras de ferro, devorava tudo e esmiuçava as sobras. (7:23 – 24) A monarquia romana preenche todas as características. No capítulo 8: 9 esse reino nasceu de um dos outros quatro como um chifrinho, que se expandiu para todos os lados e para a Terra Formosa (Palestina), e também para o céu.

A estátua possuía dez dedos (Dn. 2:41- 43), o animal feroz dez chifres (Dn. 7:7) dentre eles saiu o chifre pequeno, (Dn.8:9) o qual surgiu do quarto império acima citado. Diante deste chifre pequeno, mas que se tornou maior e mais importante do que os outros, foram arrancados três outros primeiros chifres. Essa ponta que cresceu é diferente das demais porque tinha olhos e boca que se vangloriava (7:8) e blasfemava contra o Príncipe do céu e lançou a verdade por terra.

Essa ponta pequena surgiu do império romano, cresceu, tornou-se diferente das demais, pois é nação política e religiosa, e muito poderosa (Dan 7:8), mas não por sua própria força (Dan.8:23-24). 8:24). Não tem exército e até a Guarda Pontifícia, guarda pessoal do Papa e do Vaticano foi cedida em 1508 pela Suíça. Carlos Magno, Pepino, o Breve e outros deram poder ao papado. Justiniano enviou tropas lideradas pelo general Belizário e destruíram os três reinos arianos, hérulos, vândalos e ostrogodos, oponentes do papado, de 534 a 538 d.C. Além disto, como imperador de Roma oriental, legislou intitulando o Bispo de Roma como “Cabeça de todas as Santas Igrejas”, acabando com a rivalidade entre vários outros bispos pretendentes à Cátedra. Por ordem e em nome do papado, as cruzadas e a inquisição mataram milhões de cristãos, protestantes, queimaram-nos vivos, serraram-nos lentamente, encerraram-nos em bonecas de madeira cheias de pregos… mudou a lei de Deus (Dn 7:25). (ver: lei no Catecismo e na Bíblia Católica).

Daniel 7:25, merece um estudo mais detalhado que demanda tempo, e não temos.

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