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Bíblia sem preconceito – 34

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Leondenis Vendramim é professor de Filosofia, Ética e História (Foto: Arquivo pessoal)

O tema “saúde” é inesgotável, portanto, não conseguirei abranger tudo o que gostaria, nem todo o necessário, ou, que satisfaça aos leitores, mas arrisco ajudar a despertar e aguçar a pesquisa neste campo supremo, vital para todos nós. Sua vida depende da sua saúde e sua saúde depende de suas atitudes.

A Universidade Loma Linda no sul da Califórnia (EUA) sediou, entre 9 e 13 de julho último, a 3ª Conferência Global de Saúde e Estilo de Vida, com a presença de 800 profissionais da saúde, representando 90 países, sob a direção do médico Dr. Peter Landless, focando nas “dimensões do bem-estar humano, que foram negligenciadas nas últimas décadas, como a saúde mental”.

A conferência enfatizou a conexão existente entre mente, corpo, espírito, emoções e os relacionamentos, e como o estilo de vida influencia todos esses elementos. Na plenária de abertura da Conferência, Dr. David Williams, professor da Universidade Harvard disse:

“O exercício influencia a proliferação de novos neurônios e melhora o aprendizado e a memória”. Ele justificou sua asserção enfatizando “que a atividade física aumenta o fluxo de sangue no cérebro e previne a atrofia do hipocampo” (localizada no lóbulo temporal de cada córtice cerebral, com a importante função de regular a motivação, emoção, aprendizagem e memória). Dr. Williams citou pesquisa que mostra um aumento de 71% nos casos do mal de Alzheimer entre 2000 e 2003.

Creio eu, que esse aumento está relacionado ao estilo de vida, estamos comendo mais gordura, mais “fast food”, dedicando mais tempo à TV, ao computador e ao celular. Williams recomendou “que, além dos remédios, o tratamento para essa doença degenerativa deve incluir exercício físico e dieta saudável”.

Daniel Glang, responsável pelo pós-graduação em Educação Médica da Universidade de Loma Linda “disse que o sono é um presente de Deus e que fomos criados para ‘desperdiçar’ um terço de nossa vida descansando”.

“A privação do sono pode ter resultados nocivos em longo prazo, o que inclui dificuldade de aprendizado, desatenção e falta de discernimento, além de esgotamento, depressão, ansiedade, menos resiliência e falta de bem-estar”, acrescente-se a violência. Dr. Daniel aconselhou o sono em ambientes quietos, escuros e confortáveis. Mais uma vez, a indicação urge, pois nestes dias modernos, come-se tarde, pós 20h, assiste-se TV e ou celular até meia noite, ou, até madrugada, esquecendo que os neurônios só se renovam com um bom sono das 22h às 4h.

Dormir com o estômago cheio produz pesadelo, lentidão da digestão com riscos letais. Além de dormir 8 horas diárias, em quietude e calma, e fazer exercícios físicos, os especialistas recomendam uma dieta balançada economizando calorias; o consumo de açafrão, verduras e frutas rejuvenesce, embeleza a pele e o cabelo proporcionando longevidade com qualidade de vida. Essas atividades melhoram a circulação sanguínea, a memória, produzem sono reparador, aumentam a serotonina (neurotransmissor que combate a depressão, o mau humor, e produz paciência e persistência).

Os neurônios comandam todos os órgãos do corpo humano, incluindo o intestino. Uma emoção forte, medo, susto, pode ser causa do mau funcionamento intestinal. Pesquisadores da Universidade de Michigan (EUA) chegaram à conclusão que cérebro e intestino trabalham juntos, e mais, “Os processos biológicos e principalmente o envelhecimento e a longevidade são impactados pela comunicação dos neurônios e pelo resultado do trabalho conjunto de ambos”.

A escritora Ellen G. White escreveu: “Se nossos hábitos físicos não são corretos, nossas capacidades mentais e morais não podem ser fortes; pois existe grande afinidade entre o físico e o moral”.

A Revista Vida e Saúde, jun/2018, p.6, traz um pequeno comentário do Relatório Mundial da Felicidade, de 2018. Dentre os 156 países analisados, a Finlândia é o país mais feliz, com 7,6 pontos (escala de 0 a 10). O Brasil caiu 6 posições, com 6,4 pontos, a Venezuela foi o que mais caiu.

O relatório esclarece as causas da queda dos países sul-americanos: a corrupção generalizada, dificuldades econômicas, alto índice de violência, a Finlândia é país moralmente elevado.

ARTIGO escrito por Leondenis Vendramim, professor de Filosofia, Ética e História
Os artigos assinados não refletem necessariamente a opinião do jornal. São de inteira responsabilidade de seus autores.

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